15.1.18

Caeté-Açu



La terra vermella i la cara dels quilombos (esclaus alliberats) barrejats amb garimpeiros (cercadors de pedres precioses) i hippies, turistes ecològics i turistes new age.

Si parlessin les pedres, les més brillants, insultarien l’home, explotador de mena que remena rius i coves, lladre de tresors i llibertats.

Des de l’hamaca contemplo el Morrão i albiro la sendera que puja cap a la cascada de la Fumaça, la més alta del Brasil.

Hi ha papallones enormes i colibrís. Hi ha pau. El vent escampa els núvols. Som al centre del món i el batec d’aquest cor és visible.

En diuen alto-astral. No penso traduir-ho. 



A terra vermelha e o rosto dos quilombos misturados com garimpeiros e hippies, turistas ecológicos e turistas da New Age. 

Se as pedras falassem, as mais brilhantes, insultariam o homem, explorador que remove rios e cavernas, ladrão de tesouros e liberdades. 

Da rede, contemplo o Morrão e vislumbro a trilha que vai até a cachoeira da Fumaça, a mais alta do Brasil. 

Há borboletas gigantes e beija-flores. Há paz. O vento empurra as nuvens. Estamos no centro do mundo e o bater deste coração é visível. 

Eles chamam de “alto-astral”. Não preciso traduzí-lo.